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Sanskara - Desenvolvimento Humano
Pegando buda pra cristo Olá Buda! Quando estava na
faculdade, um amigo pediu que eu o ensinasse a ser criativo. Nem sempre se
pode ser Deus, mas naquele dia eu consegui. Disse pro camarada: “Erre!”
Ora, deus falou pra Adão não comer a maçã, mas se quisesse realmente
evitar a mordida, não teria dito nada. Vá falar pra uma criança não pôr o
dedo na tomada!… A recomendação divina era a própria serpente. Tratando-se
de conhecimento, pro bem ou pro mal, errar é a única resposta certa. Basta
olhar pros gênios da humanidade, pra gente notar a importância do erro.
Gênio só vira gênio depois que erra. O problema é que todo o mundo só quer
acertar, aí vira bolo de caixinha. A receita do bolo novo só quem conhece
é o erro. João, por exemplo, errou no jazz e acertou a bossa nova. Jorge
errou na bossa e acertou o sambarroque – com dois erres de “barroco”, com
dois erres de “erro”. Arre! Meu amigo queria errar, mas queria acertar no
erro. Com o perdão da amizade: fodeu! Não dá pra errar sem errar. Eis o
dilema das escolas. Professor só consegue ensinar o certo. Não sabe
ensinar a errar. O erro é o desabrochar da originalidade individual,
exclusivamente eu. O certo é a escola. O estável. O ordinário. O incerto é
o aluno. O instável. O extraordinário. Se todos errássemos, o mundo seria
ímpar. O certo é chato, monótono, branco sem preto. Quem gosta do certo é
o Diabo, reacionário. Deus, criativo, aprecia mesmo é um belo dum errão.
Lúcifer e Adão que o digam. de: Marcelo Ferrari
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